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Nem marmanjos escapam ao fenômeno Crepúsculo

Natalia Abdon domingo, 13 de novembro de 2011

Você acha que a história de Bella e Edward é coisa de adolescente? Confira casos de gente crescida que sucumbiu à onda, investindo fortunas e a própria pele em adereços e tatuagens relacionados à saga


Veja Online


A paraense Márcia Fernandes é apaixonada pela saga Crepúsculo desde 2009. Só o último livro da série, Amanhecer, ela já leu cinco vezes. Fora das páginas e da tela, sua paixão pela história se transformou em um verdadeiro acervo. Livros, CDs, pôsteres, revistas, bonecos, canecas e almofadas foram comprados ao custo de cerca de 4.000 reais. Ela sente um ciúme enorme da coleção, em que não deixa quase ninguém tocar. “Eu respiro Crepúsculo. Eu vivo para Crepúsculo”, diz.


Márcia poderia ser mais uma das milhares de adolescentes fissuradas pelo romance meloso da desajeitada Isabella Swan (Kristen Stewart) e do misterioso Edward Cullen (Robert Pattinson), não fosse a idade. Aos 28 anos, a auditora de Paragominas (PA) é da turma dos bem crescidos que mergulharam de cabeça em um dos maiores fenômenos mundiais dos últimos anos: a


saga criada pela americana Stephenie Meyer, que só no Brasil vendeu quase 5,5 milhões de livros, fazendo o bruxinho Harry Potter, da britânica J. K. Rowling, comer poeira, com 3,6 milhões de exemplares vendidos de seus sete volumes.


Outra crescidinha, a paranaense Fabiane Sales, de 25 anos, foi mais longe. Ela resolveu eternizar seu amor pela saga na própria pele, tatuando uma frase do primeiro livro, Crepúsculo, na perna: “Você é minha vida, agora”, dita por Edward (Robert Pattinson) a Bella Swan (Kristen Stewart). O símbolo do infinito que completa a tatuagem representa o casal de atores Kristen Stewart e Robert Pattinson, chamados pelos fãs de Robsten. “Meu amor por eles é infinito. Eu sou Robsten até a morte”, afirma Fabiane, que, como uma adolescente, sonha um dia poder vê-los pessoalmente.


Depois de completar a leitura da saga Crepúsculo, Fabiane seguiu devorando obras de Stephanie Meyer relacionadas à série, como A Breve Segunda Vida de Bree Tanner (Intrínseca), sobre a menininha que é transformada em vampira e morta em Eclipse. Seu movimento – de Crepúsculo para outros livros – se somou a outros que têm dado corpo a um nicho em expansão no país, o da literatura de fantasia. “Há uma avalanche desses livros no mercado”, reconhece a editora Gabriela Nascimento, da Gutenberg, do grupo Autêntica, para quem o nicho passou a ser mais respeitado no mercado editorial após Harry Potter e Crepúsculo. Respeitado e buscado. “Todo mundo quer, de alguma maneira, lançar um novo fenômeno como esses.”


Mas não é só o mercado de livros que vibra com a fome desses leitores. As fabricantes de fantasia têm boa demanda de fãs que buscam trazer para a realidade os ídolos fictícios – usando o próprio corpo como veículo. É o caso das paulistas Ana Paula Pereira Ribeiro, 23 anos, e Vânia Pontes, 28. As cosplayers, como são chamadas as pessoas que se vestem como um personagem, já reservaram novas fantasias para os eventos inspirados na estreia de Amanhecer – Parte 1, que entra em cartaz nesta sexta, dia 18.


Vânia desfilará como a vilã Victoria no 3º Encontro de Fãs de Crepúsculo, no dia 19, em São Paulo. Já Ana Paula se transformará em Bella na Fan Party oficial que acontece na capital paulista, no dia 26. A reunião terá clima de casamento, principal acontecimento da primeira parte de Amanhecer, com direito a valsa, buquê, bolo e réplicas do vestido de noiva e das joias usadas por Kristen Stewart nas gravações.


A estudante Fabiane Sales, 25 anos, que tatuou frase de 'Crepúsculo' no calcanhar (detalhe)
A estudante Fabiane Sales, 25 anos, que tatuou frase de ‘Crepúsculo’ no calcanhar (detalhe)


Ana Paula leva a sério o hobby por cosplay. Já cortou o cabelo para se vestir de Alice Cullen e gastou muito dinheiro com roupas e joias importadas, peruca e lente de contato para representar outros personagens. A paulista, que faz teatro, também coleciona artigos como lençóis e bolsas com estampa de Crepúsculo. Alguns foram presentes, outros ela tirou do próprio bolso. Pelos seus cálculos, os investimentos já beiram os 4.000 reais. “Eu uso mesmo as minhas bolsas e não tenho vergonha”, faz questão de frisar.


Algumas vezes, o leitor adulto pode ser a porta de entrada da saga de Bella e Edward em uma família. Foi o que aconteceu na casa da catarinense Naiana Melo, de 35 anos, que se considera mais fã da série que a própria filha, a quem introduziu na paixão por Crepúsculo. Não à toa, ela recusa o título de “Twilight mom”, como são chamadas as mães de adolescentes apaixonados pela série. “Depois de assistir a Crepúsculo na televisão, comprei os quatro livros e os li em seis dias. Mais tarde, lida cada livro outras duas vezes e decorei as falas dos filmes”, conta. “Essa é a minha paixão tardia da adolescência. Meu marido tira onda de mim, dizendo que sou uma adolescente no corpo numa mulher de trinta”, confessa, lembrando que sua filha, Maria Júlia, de 12 anos, só virou fã da série depois dela. Contaminada pela febre da mãe, pode-se dizer.


Fonte:




A explicação para tudo isso é bem simples: imaginação e criatividade. O que sobra em Stephanie Meyer e a fez criar essa saga maravilhosa que nós amamos.

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